CHAMADA

Sua Majestade Imperial, o Imperador Dom Pedro I, pelos povos aclamado Defensor Perpétuo do Brasil, convida para...

"A Coroação"

Sobre a Coletânea

Os 15 (quinze) autores selecionados criaram suas próprias versões sobre algum fato que possivelmente tenha ocorrido por ocasião (ou tenha sido fator motivador) da coroação do primeiro Imperador do Brasil, Dom Pedro I. Para isso, foi-lhes proposto desconstruir a história do Brasil, desprendendo-se da realidade objetiva, da temporalidade e de tudo o que a História consagrou como verdadeiro.

Características Gerais

Numero de paginas: 182
Peso: 244
Tipo de Capa: Capa cartão
Acabamento: Brochura sem orelha
Papel: Offset 75g
Formato: 14 x 21 cm
Miolo: Preto e branco
ISBN: 978-85-8196-525-3

Obras selecionadas e autores

PREMIADAS

 

"O Imperador, o chucrute e o frango"

Amauri Chicarelli 

"Os imperadores do destino"

André Carlos Moraes 

"As confissões do Príncipe Regente"

Cleison Fernandes 

"Pedro"

Clarisse Souza 

"Um sonho Real"

Débora Rodrigues 

"Recordações de um Libertador"

Marcio Lobo 

"Eu sou Real"

Neyd Montingelli 

"Rosa negra"

Pedro Franco

"Uma coroa pelo coração do Imperador"

Santiago Castro 

"O pomo está maduro"

Wilson Faws

MENÇÕES HONROSAS 

 

"Um homem apaixonado"

Ana Chicarelli

 

"O peso da coroa"

Edilson Luiz Silva 

 

"Insurreição"

Edweine Loureiro 

 

"Tuan e o Imperador"

Tércio Santos Vieira Carvalho

 

"Jóia Imperial"

Tina Aguiar

Prefácio

Raphael Carmesin Gomes

Escritor e advogado

     Discorrer sobre o Tempo e a História - categorias de per si tão eivadas de temporalidade e historicidade - requer entregar-se à voragem infinita da micro-história, envolver-se nas brumas dos silêncios (e silenciados) ansiosos por serem exprimidos na miscelânea de conflitos, interdições e interesses os mais variados.

     Eis o grande achado da coletânea que está em suas mãos caro leitor: movimentar um evento específico de nossa nação, para que se desvele as dobras e rincões da história emudecida, não contada, não ouvida.

     As infinitas perspectivas geradas pela "Coroação" de D. Pedro I certamente movimentaram um sem número de eventos que até hoje ricocheteiam em nossa realidade, senão em forma de História contada (a História oficial, setorizada), pelo menos em forma de história imaginada.

     Sim, porque não se trata de desvelar-se a verdade da memória (em um sentido de completa e acabada); não se trata da pretensiosa História que cataloga e impõe limites estanques à realidade; trata-se da convergência que há - de forma mais habitual que nós pensamos - entre memória e imaginação.

     Diante da "Coroação" de D. Pedro I, abrir-se-á diante de teus sentidos, por sobre datas, partidos e historiografias; a dimensão estética, religiosa, literária, algo fundadora, de nossos mitos e legendas nacionais. São brasileiros que recontam e refazem discursos que lhes comunicaram a história ensinada, transmudando o stablishment  em histórias mais humanas, com outros sentidos talvez, mas certamente com mais vivacidade.

     Por isso caro leitor, não encare tal obra como mero embuste ou patota dos imaginativos de plantão, em contraposição à verdade fixada nos livros didáticos ou nos ditados de sua "professorinha" tão saudosa. Encare-a como uma reunião de "sucedidos", como aqueles que você escutava, tão ternamente, aos pés de seus avós, sem questionar-lhes a veracidade, mas tão somente saboreando-lhes o verossímil.

     São escritores de todo o país reunidos em uma grande praça literária, recontando essa História, sob novas perspectivas, novos fulgores, e (por que não?), novos sentidos. Somente assim os silenciados da história, os mártires e despossuídos de memória são lembrados e vivificados.

     Portanto, deixo-vos o prazer da leitura desta obra coroando-os com o grande conselho drummondiano:   

     "Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces sob a face neutra".